1. INTRODUÇÃO




Os alunos Cézar, Caroline Real, Jordana, Julia Vargas e Paloma. Têm, através deste blog, o objetivo de apresentar e explicar o assunto CLIMA. Bem como, destacar os seguintes tópicos:
  • Diferença entre clima e tempo
  • Elementos climáticos
  • Fatores climáticos
  • Exemplos da manifestação de fenômenos climáticos
  • Tipos de climas no mundo
  • Mudanças climáticas

2.O QUE É CLIMA?

No momento em que certas condições do tempo afetam uma região da Terra, constantemente recebem o nome de clima. Existem diversos tipos de clima no planeta. O clima afeta o tipo de planta que pode crescer em certa região. De acordo com o tipo de vegetação, o mundo pode ser dividido em grandes áreas. Essas regiões são chamadas de biomas. A vegetação também pode ser afetada pelo solo, as plantas podem indicar o clima de uma determinada região.
As plantas e animais são adaptados com o clima da região em que vivem. Por exemplo, os bisões da América do Norte tem uma grossa camada de pelos para se proteger da neve - os flocos de neve são formados quando a temperatura cai abaixo de zero - durante o rigoroso inverno.


Tipos de Clima





No mundo existem diversos tipos de clima:

Clima Equatorial: Com temperatura média de 25ºC, é caracterizado por períodos quentes e chuvosos durante quase todo o ano.



Clima Tropical: Possui variação de temperatura, sendo que o inverno é marcado por temperaturas médias acima dos 20ºC, com períodos de seca; e verão com temperatura média superior á 25º, com período de chuvas abundantes.


Clima Subtropical: Possui variação de temperatura, sendo que o verão é marcado por temperaturas entre 15 e 20ºC e o inverno marcado por temperaturas entre 0 a 10ºC.


Clima Desértico: Possui temperaturas médias entre 20ºC e 30ºC. É caracterizado por ser bastante seco.



Clima Temperado: Possui boa definição das estações do ano, porém sofre alteração em regiões próximas aos oceanos e mares que tem seu inverno menos rigoroso e verão mais ameno.
Clima Mediterrâneo: Possui temperaturas médias superiores a 25ºC com verão quente e seco e inverno chuvoso.


Clima Frio: Possui temperaturas médias negativas pelo fato do inverno ser mais longo e rigoroso. O verão ocorre em um período curto de forma amena.


Clima de Montanhas: Possui temperatura variável de acordo com a altitude, ou seja, quanto maior a altitude menor é a temperatura. Mesmo em regiões tropicais, o clima de montanha é predominante nesse relevo.

Clima Polar: Possui temperaturas abaixo de zero constantes. O inverno é longo, o verão muito seco e curto.








Clima semi-árido: Possui temperatura elevada com baixa umidade atmosférica.





3. O QUE É TEMPO?

A Terra é formada pela atmosfera, uma gigantesca camada de ar. O tempo é o que acontece na atmosfera, bem acima de nossas cabeças, ele também pode ser afetado pelo que acontece a milhões de quilômetros. O tempo causa muitos dos piores desastres do mundo. Por exemplo, as secas podem causar a fome; as inundações podem milhar milhões de pessoas, entretanto, os meteorologistas tentam prever o mal tempo, porém, quando uma tempestade atinge uma cidade, ela fica exposta a grandes perigos; Um exemplo foi em agosto de 2005, o furacão Katrina causou uma grande inundação em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O tempo pode causar grandes surpresas: a ciência e a tecnologia moderna podem, atualmente, fazer previsões muito boas do tempo, mas ainda acontecem erros. No dia 16 de outubro de 1987, não havia previsão de tempestades na Inglaterra. Todavia, no dia seguinte, ventos velozes e devastadores abalou a parte sul do país (derrubando 15 milhões de árvores)

4.DIFERENÇA ENTRE CLIMA E TEMPO

O clima equivale ao conjunto de condições atmosféricas que ocorrem em determinados locais, portanto, é algo duradouro. Já o tempo refere-se às condições atmosféricas de determinado lugar em um dado momento, podendo mudar de uma hora para outra.
Deste modo, o tempo pode se modificar diversas vezes em um só dia, enquanto o clima é uma sucessão habitual dos tipos de tempo.

5.ELEMENTOS CLIMÁTICOS

Os elementos do clima são os atributos básicos que servem para definir o tipo climático de uma determinada região como a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.
1- A umidade está relacionada à quantidade de vapor de água presente na atmosfera em determinado instante e pode ser expressa em valores absolutos ou relativos:



  • A umidade absoluta do ar é a quantidade (em gramas) de vapor d'água.









  • A umidade relativa do ar é obtida através da relação entre a umidade absoluta (a quantidade de vapor de água do ar) e o ponto de saturação (a quantidade máxima de vapor de água que o ar consegue reter), em determinado local e momento. Ela é expressa em porcentagem (%). Quando, na atmosfera, a umidade atinge o ponto de saturação, ela libera água que cai sobre o solo em forma de chuva ou outros tipos de precipitação.



    2- A pressão atmosférica é a força provocada pelo peso do ar sobre uma superfície, cujo valor é expresso milibares (mb). Em regiões onde as temperaturas são mais baixas a pressão atmosférica é maior, pois as moléculas de ar estão mais concentradas. No entanto, em regiões mais elevadas, de menor temperatura, também há menor concentração de moléculas de ar (ar mais rarefeito) e, neste caso, menor será a pressão.
    3- A temperatura, medida em graus Celsius (ºC), registra o calor da atmosfera de um lugar, cuja variação depende da sua localização e da circulação atmosférica.

    TIPOLOGIA DOS ELEMENTOS 







    Influência das massas de ar no Brasil
    Massa equatorial continental (mEc) – Originária da Amazônia ocidental, área de baixa latitude e muitos rios. É uma massa de ar quente, úmido e instável. Atinge praticamente todas as regiões durante o verão no hemisfério sul, provocando chuvas. No inverno, a mEc recua e sua ação fica restrita à Amazônia ocidental.

    Massa tropical atlântica (mTa) – Também de ar quente e úmido, origina-se no Atlântico sul. Atua na faixa litorânea e é praticamente constante durante todo o ano. No inverno, a mTa encontra a única massa de ar frio atuante no Brasil, a mPa, cujo encontro provoca as chuvas frontais do litoral nordestino. No Sul e Sudeste, o encontro da mTa com as áreas elevadas da serra do Mar provocam as chuvas orográficas.

    Massa polar atlântica (mPa) – De ar frio e úmido. Atua principalmente no inverno. Em virtude das baixas altitudes da área central do território brasileiro (planaltos rebaixados), no inverno essa massa chega a atingir a Amazônia ocidental, e provoca baixa de temperaturas. Como dito acima, essa massa encontra a mTa no litoral do Nordeste no inverno, provocando as chuvas frontais.

    Massa equatorial atlântica (mEa) – Massa de ar quente e úmido. Atua principalmente durante a primavera e o verão no litoral do Norte e Nordeste. Conforme avança para dentro do país, perde a umidade.

    assa tropical continental (mTc) – Origina-se na região do Chaco, Paraguai, que é uma zona de altas temperaturas e pouca umidade, que a torna a única massa de ar quente e seco. Também provoca um bloqueio que detém as massas de ar frio, normalmente nos meses de maio e junho.










    Correntes marítimas
                                    


    Correntes importantes
    Golfo – Leva o calor à costa atlântica da Europa;
    Humboldt – Esfria a costa oeste da América do Sul e atrai peixes, pois suas águas são ricas em plâncton. Durante o El Niño, desaparece e, com isso, as chuvas aumentam na região.
    Japão – As correntes Kuro Shivo (quente) e Oya Shivo (fria) agem em conjunto, amenizando a temperatura e atraindo cardumes. Por isso, o Japão é um pólo pesqueiro.  










    TIPOS DE CHUVA

     Frontal
    A mais comum em todo o mundo. Resulta do choque entre uma massa de ar quente e uma massa de ar fria. Por ser mais pesado, o ar frio faz o ar quente subir. Chega um ponto em que o ar quente se condensa e forma a precipitação.
       


     Convectiva
    Formada pela ascensão vertical do ar que, contendo muito vapor de água, se condensa e se precipita.
                                          


     Orográfica
    Ocorre quando a massa de ar encontra uma barreira natural. Ela é obrigada a ganhar altitude, e então sofre condensação e precipitação.










    Tipos de Nuvem


     

      Tipos básicos de nuvens






  • Cirros Nuvens altas com aspecto fibroso e frágil.
    CúmulosNuvens de desenvolvimento vertical, brancas e fofas como flocos de algodão.
    Estratos Nuvens baixas em forma de camadas horizontais.
    Além disso, há os Nimbos, nuvens escuras que provocam chuvas e tempestades.
                      





  • 6.FATORES CLIMÁTICOS

    Os fatores climáticos são os elementos naturais e humanos capazes de influenciar as características ou a dinâmica de um ou mais tipos de climas.São eles:

    Latitude: Distância de um determinado ponto na Terra ao Equador. Quanto mais distante do Equador, menor a incidência de luz solar e, portanto, menor a temperatura;
    Altitude: Altura em referência ao nível do mar. Quanto maior a altitude, menor a temperatura. Isso ocorre porque, à medida que ganhamos altitude, o ar se torna mais rarefeito, ou seja, com menor concentração de gases e umidade. Isso leva a uma menor retenção de calor na área.
    Além disso, quanto maior a altitude, menor a pressão atmosférica. Isso porque, quando um corpo ganha altitude, a quantidade de ar sobre ele torna-se menor. Quanto menor a quantidade de ar, menor a força exercida, ou seja, menor a pressão. ;
    Massas de ar: Grandes blocos de ar que apresentam características particulares de temperatura, pressão e umidade da região onde se originaram. As massas de ar se deslocam pela atmosfera, e podem, portanto, mudarem suas características.
    Por exemplo: Quando um grande volume de ar fica muito tempo próximo dos pólos, forma uma massa de ar fria e seca. Se, ao se deslocar, essa massa de ar ficar muito tempo sobre regiões tropicais ou equatoriais, ficará quente e úmida.
    O encontro de duas massas, uma fria e seca (polar) e outra quente e úmida (tropical ou equatorial), é chamada de frente. A frente é quente quando o ar quente predomina e afasta o ar frio. A frente é fria quando ocorre o contrário. As frentes geram uma área de instabilidade e provocam chuvas;
    Continentalidade/Maritimidade: A distribuição de massas líquidas (oceanos) e sólidas (continentes) influencia a temperatura. Isso porque a água demora a se aquecer, enquanto as rochas se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário das rochas, a água demora a irradiar a energia absorvida. Por isso, as áreas situadas no interior dos continentes têm amplitudes térmicas diárias expressivas, bem maiores do que as áreas próximas do mar.
    As terras do Hemisfério Norte têm uma quantidade maior de terras emersas. Baseando-se na continentalidade, isso explica porque os invernos são rigorosos e os verões são extremamente quentes, ou seja, a amplitude térmica anual é enorme;
    Correntes Marítimas: Massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura, pressão e salinidade, exercendo grande influência no clima. Elas são conduzidas por fatores como os ventos, o movimento de rotação da Terra e as diferenças de salinidade e temperatura das águas.
    As correntes podem ser quentes ou frias. As quentes formam-se nas áreas equatoriais e deslocam-se para as regiões frias. As frias formam-se nas áreas polares, deslocando-se para as regiões quentes. Essa é a melhor forma de distribuir o calor na Terra.
    Relevo: Além de estar associada à altitude, a topografia pode facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar, influenciando na temperatura.
    No Brasil, as serras no Centro-Sul formam uma “passagem” que facilita a circulação da mPa e dificulta a da mTa;
    Vegetação: As plantas impedem a incidência direta dos raios solares na superfície, amenizando o aquecimento.
    Além disso, elas retiram umidade do solo e transferem para a atmosfera, através da evapotranspiração.

    7.Mudanças Climáticas

    O termo Mudança do Clima, refere-se à variação do clima em escala global ou dos climas regionais da Terra ao longo do tempo. Estas variações dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas.
    As mudanças climáticas são provocadas por fenômenos naturais ou por ações dos seres humanos. A respeito dos seres humanos, houve grande aumento significativo da poluição doa ar após a Revolução Industrial. Hoje em dia a poluição tem crescido bastante, pois tem aumentado, por exemplo, a quantidade de veículos nas ruas.
    Os climatologistas verificaram que, nas últimas décadas, ocorreu um significativo aumento da temperatura mundial, fenômeno conhecido como aquecimento global. Este fenômeno, gerado pelo aumento da poluição do ar, tem provocado o derretimento de gelo das calotas polares e o aumento no nível de água dos oceanos. O processo de desertificação também tem aumentado nas últimas décadas em função das mudanças climáticas.


    No caso do aquecimento global, o que tem prejudicado muito o nosso planeta, favorecendo o aquecimento, é a grande quantidade de dióxido de carbono sendo liberada na atmosfera. Com o aquecimento global geleiras estão derretendo, fazendo assim o aumento do nível do mar e animais estão morrendo, como os ursos polares. Como geleiras estão aos poucos estão derretendo, pelo grande calor, cidades serão inundadas e insetos antes incapazes de sobreviver em regiões mais, com o aquecimento poderão desenvolver-se nos locais. As variações climáticas extremas, como as secas e as inundações causadas pelo aquecimento global, podem criar condições para epidemias de doenças entre animais e seres humanos.



    O Brasil tem desafios bastante peculiares, sobretudo relacionados ao desmatamento e ao gás metano proveniente da ação dos ruminantes (bovinos, búfalos, cabras e ovelhas). O metano tem capacidade de aquecer a atmosfera até 26 vezes mais do que a do carbono. A queima de combustíveis fósseis nos diferentes setores e o uso da terra (principalmente o desmatamento de florestas tropicais) – responsáveis pelo lançamento na atmosfera de gases de efeito estufa– são apontados como as duas principais contribuições humanas para a intensificação das mudanças do clima, o que faz urgente o debate sobre o redirecionamento da agenda de desenvolvimento das nações.

    Como mais um conseqüência a temperatura superficial e atmosférica está aumentando; há elevação na quantidade de vapor de água na atmosfera; crescem a intensidade de precipitação pluvial em regiões temperadas e a intensidade de furacões; decrescem a freqüência e a intensidade de períodos de seca. Os impactos decorrentes das mudanças climáticas deverão provocar alterações na quantidade e na qualidade dos recursos hídricos. Em relação à quantidade, estudos realizados demonstram que a demanda por água tende a aumentar enquanto a disponibilidade hídrica tende a diminuir, principalmente nas regiões de baixas latitudes, como é caso do semi-árido brasileiro. Com o derretimento de geleiras e a inundação o esgoto corre grande risco de se misturar também, trazendo doenças.
    È muito importante que paremos de emitir muitos gases como metano, que paremos de queimar floresta, temos que utilizar alternativas energéticas como a energia eólica, utilizar como combustível o álcool, andar mais a pé ou de bicicleta, mais apesar de tudo não tem como conter a natureza, apenas retardar o que acontecerá.



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